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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Parque Nacional do Jaú


O Parque Nacional do Jaú é o maior parque nacional do Brasil e do mundo, em floresta tropical úmida contínua e intacta. Localizado entre os municípios de Novo Airão e Barcelos, ao norte do Amazonas, leva o nome do principal rio do Parque, e de um dos maiores peixes brasileiros: o jaú. Hoje, esse paraíso ecológico é conhecido como modelo de Unidade de Conservação na Amazônia, formando, juntamente com as Reservas de Desenvolvimento Sustentável de Amanã e de Mamirauá, o maior corredor biológico preservado do mundo em selva equatorial, com mais de 5,7 milhões de hectares.

O parque preserva a maior bacia de águas pretas do mundo, a do Rio Negro. O tom escuro das águas vem das nascentes que brotam de terras muito antigas – o que deixa os rios carregados de elementos orgânicos e ferro. Seu relevo é bastante diversificado, abrangendo áreas inundáveis, planícies, colinas, igapós, igarapés e matas de terra firme. Banhado pelos rios Negro, Jaú, Carabinani, Unini, Pauini e Canauaru, o Parque do Jaú também concentra diversas cachoeiras de beleza sem igual.

Essa região foi o primeiro pólo de colonização na Amazônia, feita por indígenas e marcada por duras batalhas pela posse do território. Há relatos de achados arqueológicos de cerâmica e petroglifos escritos em pedra.

O Parque Nacional do Jaú ainda não está preparado para ampla visitação turística. Normalmente recebe visitas de pesquisadores, que ficam em alojamentos do Ibama, preparados para receber no máximo oito pessoas.

Para agendar visitas, é necessário contato prévio com o posto do Ibama no parque, com pelo menos um mês de antecedência, pelo telefone: + 55 (92) 613-3277, no ramal 229. O turismo de visitação ao rio Carabinani também só acontece em pequena escala.

O período ideal para visitas é entre julho e novembro. O parque fica aberto diariamente das 7h às 18h..

Estudos botânicos desenvolvidos no Parque já catalogaram cerca de 400 espécies de plantas. Várias delas estão restritas a determinados ambientes encontrados somente no Parque do Jaú, como as matas de igapó e as matas de terra firme.

O parque também abriga uma rica fauna - comparável a várias das Unidades de Conservação da Amazônia. Até o momento, já foram catalogados 263 espécies de peixes nos limites do Parque Nacional do Jaú, sendo que algumas delas ainda eram desconhecidas pela ciência. Este número representa uma boa parte da ictiofauna descrita na Bacia do Rio Negro – cerca de 500 espécies -, reforçando a validade do parque como área de proteção.

Constantemente úmido, típico de florestas tropicais. O período mais chuvoso compreende os meses de dezembro a abril. A temperatura média anual fica em torno de 24 a 26ºC – com máxima absoluta de 38 a 40ºC e mínima absoluta de 12 a 16ºC.

Os maiores municípios nas proximidades do Parque são Novo Airão, que está ao Sul; e Barcelos, ao Norte. Em ambos, há locais para simples hospedagem, além de restaurantes e lanchonetes que atendem a população local e eventuais visitantes.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Parintins

Garantido ou Caprichoso? Coração ou estrela? Vermelho ou azul? Em Parintins é assim: você precisa escolher de qual lado quer ficar. A rivalidade histórica entre os Bois Garantido e Caprichoso domina a cidade, permeia o imaginário das pessoas e culmina numa das maiores festas populares do Brasil: o Festival Folclórico de Parintins, que se realiza sempre nas noites de 28, 29 e 30 de junho. Na arena do bumbódromo, os Bois apresentam um grandioso espetáculo de dança, música, drama e efeitos especiais - uma verdadeira ópera cabocla que leva ao delírio seus mais de 40 mil espectadores diários.

Situada na Ilha de Tupinambarana, à margem direita do rio Amazonas, a 420 km de Manaus e quase na fronteira com o Estado do Pará, Parintins, com cerca de 80 mil habitantes, é uma simpática e agradável cidade do interior amazonense. No final do século XIX, a região recebeu imigrantes nordestinos, que vieram para a Amazônia em busca das riquezas geradas pela extração da borracha. Trouxeram com eles uma de suas tradições culturais mais fortes, o bumba-meu-boi do Nordeste, que ali encontrou outro boi, genuinamente amazônico, e se transformou no boi-bumbá de Parintins.

Até a década de 60, os Bois se apresentavam nas casas e nos quintais de Parintins; de vez em quando se encontravam nas ruas e o confronto, por vezes violento, era inevitável. A brincadeira foi organizada, cresceu, evoluiu e transformou-se em espetáculo. Os Bois incorporaram personagens, rituais e as lendas que remetem aos habitantes da floresta amazônica, aos índios, aos caboclos e às questões ecológicas e sociais que os afligem.

Desde 1988, eles se apresentam no bumbódromo, um estádio especialmente construído para receber o Festival. Os Bois, com aproximadamente 2,5 mil "brincantes", ocupam a arena com espetáculos de 02h30, cada. Garantido é o boi branco com um coração vermelho na testa. Caprichoso é preto, e sua testa exibe uma estrela azul. Acompanhando-os, tribos de dançarinos e dançarinas formam um tapete de cor em movimento. As gigantescas alegorias, que se mexem e se articulam, constroem o cenário para a apresentação das figuras de destaque: a graciosa cunhã-poranga, a rainha do folclore, a porta-estandarte, a sinhazinha da fazenda e o poderoso pajé. Tudo detalhadamente explicado pelos apresentadores e movido pelo som envolvente das músicas cantadas pelos "levantadores" de toada e pelas batidas dos mais de 250 tambores. Em lados separados do estádio, as duas animadíssimas e incansáveis torcidas, as galeras, também participam do espetáculo; quando é o seu Boi que está se apresentando na arena, treme aquela metade do bumbódromo, enquanto a torcida "contrária" permanece no mais respeitoso silêncio.

Para produzir o Festival, Parintins abriga um inusitado número de artistas, artesãos, músicos e poetas. Em nenhuma outra cidade do Estado do Amazonas encontra-se tamanha concentração de talentos. Os galpões e ateliês onde são confeccionadas desde as complexas e gigantescas alegorias até os mais delicados cocares guardam os segredos dos magos que preparam seus encantos com tinta, cola, isopor, ferro, penas artificiais, sementes, palha, brilhos e plásticos.

Esta festa não só é uma prova do talento e da capacidade criativa do povo brasileiro, como também mostra um de nossos maiores valores: a enorme diversidade cultural de nosso País.

Eventos

Festival Folclórico de Parintins
24 a 30 de junho, sendo o auge do festival nos dias 28, 29 e 30 de junho quando acontecem as apresentações dos bois Caprichoso e Garantido.

Atrações

Rio Uaiacurapá
Nele, durante a vazante entre os meses de agosto e fevereiro, surgem as belas praias fluviais com areias brancas e águas escuras. Próximo ao rio estão as ilhas do Pacoval, das Onças e das Guaribas.

Serra de Parintins
Formação de 152 m de altitude cercada por espessa vegetação, que faz divisa com o Estado do Pará. Chamada também de Serra Valéria, tem um atrativo especial: o braço de um rio que forma o belo Lago da Valéria.

Lago Macuricanä
O belo lago só pode ser apreciado no verão amazônico. Ele faz parte de um complexo lacustre de cerca de 40 lagos.