segunda-feira, 6 de junho de 2011

Caruaru, no agreste de Pernambuco, vai bem além das festas juninas e surpreende com um dos mais importantes centros artísticos do Nordeste


Caruaru não foi feita para viajantes amadores, muito menos para aqueles acostumados com o turismo de fácil assimilação dos tours apressados de um dia, como os que acontecem em alguns destinos do litoral nordestino.

Localizada em pleno agreste pernambucano, "nas entranhas do nordeste" como descreveu certa vez um cordelista local, essa cidade a 130 km de Recife custa a conquistar os mais apressados e vai se deixando revelar aos poucos. Sua gente é tão cativante quanto os bonecos de barro de Vitalino, o mestre que colocou a região na rota internacional da arte figurativa; suas histórias são tão variadas quanto a (agradável) prosa sem fim de personagens históricos como o Mestre Eudócio, considerado Patrimônio vivo de Pernambuco; e seu ritmo é tão alucinado quanto a poesia de cordel ou o duelo dos antigos repentistas da feira mais famosa do Brasil.

Que fique bem claro desde o início: o centro dessa cidade de pouco mais de 300 mil habitantes oferece poucos atrativos turísticos fora da época da Semana Santa e do famoso São João. No entanto, um mergulho em suas manifestações culturais faz do destino uma das mais interessantes e ricas viagens em todo o Estado. E avisem logo os desinformados: opções não devem faltar.

Garantida durante todo o ano, a atração mais famosa é a Feira de Caruaru, considerada uma das maiores feiras ao ar livre do Brasil. Iniciado no final do século 18, esse tradicional centro comercial abriga, atualmente, 13 feiras temáticas em seu interior com uma variedade de produtos que impressiona. Assim como descreveu o mesmo cordelista Luciano Dionízio, ?o que buscaste e não viste, com certeza não existe, nem na Terra nem em Marte?. Por isso é lá que o visitante encontrará diversas opções de trabalhos artesanais, roupas e acessórios, animais, alimentos, importados e até um museu dedicado a mais internacional das literaturas regionais: o cordel.

Outro evento de peso é o famoso São João que com Campina Grande, na vizinha Paraíba, disputa o título de o Maior São João do Mundo. É em junho que toda a cidade se transforma em um imenso arraial com vilas cenográficas inteiras dedicadas ao forró e com barracas de comida típica. E mesmo depois do final desse evento que chega a durar pouco mais de um mês, a cidade parece passar o restante do ano sob a sombra e perspectivas do São João seguinte.

No entanto, a apenas sete quilômetros do caos do centro de Caruaru, a tranquilidade de Alto do Moura, um bairro vizinho com ares de cidadezinha do agreste, leva o visitante a um cenário em que o principal atrativo é uma rua central de paralelepípedos que parece ter parado na época em que Mestre Vitalino sujava as mãos de barro para dar vida a essa arte que, décadas mais tardes, levaria seu nome e o de Pernambuco para o resto do mundo.

Aliás seu ofício parece vivo em cada uma daquelas casinhas simples e coloridas que abrigam ateliês de artistas (famosos ou anônimos) que têm Vitalino como a principal inspiração. É ali que o visitante se delicia com as histórias ouvidas nos ateliês de outros nomes, internacionalmente, conhecidos como Marliete Rodrigues, Mestre Galdino (e seu surrealismo improvável para terras agrestes) e Manuel Eudócio, declarado Patrimônio Vivo do Pernambuco pelo governo local e um exímio contador de deliciosas histórias sobre a época em que começava a aprender sobre arte figurativa com o mestre mais famoso do bairro.

A arte figurativa de Mestre Vitalino, marcada por bonecos de barro que reproduzem cenas cotidianas, deu ao lugar o título de maior centro de artes figurativas das Américas. A região abriga ateliês de mais de 200 artesãos e histórias suficientes para convencer o forasteiro a deixar-se ficar por mais alguns dias.

Em Caruaru, viajante apressado come cru ou sequer tem a chance de provar uma das mais deliciosas imersões culturais da região.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Canoa Quebrada


Localizada no distrito de Aracati, a Vila de Canoa Quebrada oferece aos visitantes variadas opções de lazer. Durante o dia, além da beleza da praia, há muita sombra e os serviços dos vários quiosques de carnaúba, cobertos com palha, que ficam a beira mar. Há também passeios de bugue pelas dunas com descida de "skibunda", jangadas, cavalos, "parajipe", “banana-boats” e muitas lojinhas de souvenires.

Há muitas pousadas de diferentes níveis; e vários restaurantes das mais diversas especialidades, com flexíveis horários de funcionamento. Além de uma agitada vida noturna, com boates e "night-clubs" que funcionam desde as 23h30 até o amanhecer.
Nos últimos anos, um projeto de urbanização modificou bastante a cara da Vila. A rua principal, conhecida como Broadway, recebeu calçamento e passou a concentrar grande parte das novidades e atrações. Por sua vez, a praia conservou trechos sem casas ou barracas, atraindo muitos turistas estrangeiros, principalmente no mês de agosto.

Atrações:

Majorlândia:

Fica a 12 km de Aracati, em meio a um denso coqueiral. O acesso é fácil, todo em pista asfaltada. Dispõe de várias barracas à beira-mar, além de restaurantes que servem mariscos como prato principal. Durante o dia, além das praias, é possível desfrutar passeios de bugue e “banana-boat”, entre outros. Ao fim do dia, pode-se observar um lindo pôr-do-sol do alto do Morro do Urubu.

Gruta Cajazeiras:

Distante 40km de Aracati. São três grutas localizadas numa grande área de formações rochosas. O acesso é difícil, tornando o local uma excelente opção para a prática do turismo esportivo de aventura. Não vá até lá sem antes entrar em contato com a Secretaria do Turismo e Meio Ambiente do Aracati, e contratar os serviços de um guia.

Cruz as Almas:

Situado à entrada sul de Aracati, o monumento é uma coluna de alvenaria encimada por uma cruz. Foi construído no local onde antes havia um pelourinho, em memória dos escravos que morreram no local. Em tempos mais remotos, o povo costumava rezar terços e novenas e fazer romarias à Cruz das Almas, que nessas noites se iluminava com as lanternas coloridas e velas dos devotos pagadores de promessas.

domingo, 29 de maio de 2011

Rio de Janeiro - Santa Teresa


Um dos cenários mais pitorescos do Rio de Janeiro, Santa Teresa fica no alto de uma colina recortada pelos trilhos do velho bondinho elétrico que ainda circula pelas ruas estreitas do bairro. Repleta de largos e espaços culturais que revelam paisagens das zonas Norte, Sul e Centro, ‘Santa’ é tomada por sobrados que abrigam ateliês, lojinhas de artesanato, bares e restaurantes. Um dos prédios mais importantes é o Convento de Santa Teresa, erguido no século XIX e que deu nome ao bairro. Quem optar por chegar até lá a pé, partindo da Lapa, terá a oportunidade de conhecer a mais famosa escadaria da cidade – a Selarón, com 215 degraus recobertos de mosaicos de cerâmica nas cores verde, amarelo e azul. A escada foi batizada com o nome do artista plástico chileno que assina a obra.

Como chegar: De bonde - partida da Estação dos Bondes diariamente, das 7h às 21h30 (R. Lélio Gama, s/nº - Centro - ao lado do prédio da Petrobras). Tel:             (21) 2215-8581       / 8559 

sábado, 28 de maio de 2011

Pão de Açúcar & Maracanã

Pão de Açúcar

A emoção do passeio ao Pão de Açúcar começa bem antes de se chegar ao topo do morro, a 400 metros acima do nível do mar. A aventura tem início com a viagem de bondinho, um teleférico envidraçado que apresenta detalhes e ângulos únicos da perfeita geografia carioca. A primeira parada é feita no Morro da Urca, a 220 metros de altitude. Dali, avista-se a Baía de Guanabara e a Enseada de Botafogo. Na segunda e última parada, o visual panorâmico apresenta, além da baía, grande parte da orla da Zona Sul e de Niterói. No verão, vale a pena subir ao Pão de Açúcar no final do dia para curtir o pôr-do-sol ou à noite, para ver as luzes da cidade e badalar no Noites Cariocas - shows com grandes nomes da música brasileira. 

Maracanã

Inaugurado para receber a Copa do Mundo de 1950, o Maracanã é segundo ponto mais visitado pelos turistas e moradores no Rio de Janeiro. Agora em obras, o estádio continua de portas abertas. A nova visitação foi aberta no dia 4 de março de 2011 e é feita pela Torre de Vidro. Localizado na Zona Norte da cidade, o acesso ao complexo – que compreende também o Maracanãzinho, a Pista de Atletismo Célio de Barros e o Parque Aquático Julio de Lamare – é fácil. É possível chegar de metrô (estação Maracanã ou São Francisco Xavier + integração), ônibus ou trem: todos param em frente ao Estádio. 


Ao longo dos andares da Torre, é possível ver o acervo do estádio. A antiga Calçada da Fama foi transportada e lá estão eternizados 100 pares dos pés dos maiores craques do futebol mundial, entre eles: o Rei Pelé, Zico, Garrincha, Rivelino, Didi, Eusébio, Beckenbauer, Romerito, Figueroa, Ronaldo Fenômeno, Roberto Dinamite, Jairzinho, Carlos Alberto Torres, Gerson e a melhor jogadora do mundo de futebol feminino em 2006, eleita pela Fifa, e campeã dos XV Jogos Pan-Americanos, Marta - a única mulher a fazer parte da calçada da fama.

Acessando o terceiro andar, pelas escadas rolantes ou pelos elevadores panorâmicos da torre de vidro, o visitante encontra mais pés da Calçada da Fama, a estátua do ex-jogador Zico, os bustos do ex-técnico Zagallo e do eterno Garrincha. Uma maquete virtual do estádio dá ao visitante sensação de estar dentro do novo Maracanã. A grande novidade deste formato fica por conta do mirante, de onde é possível ter uma visão privilegiada das obras, acompanhando de perto esse momento histórico, a transformação do estádio.

Uma loja de produtos de esporte e lembranças do estádio e um bar completam o espaço que, climatizado, oferece mais conforto, qualidade e segurança aos visitantes.

INFORMAÇÕES:             (21) 8871-3950      

HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO: 9h às 17h, de segunda a domingo, inclusive feriados.

INGRESSOS PROMOCIONAIS: R$ 10,00 (Estudantes pagam meia. Pessoas da terceira idade e portadores de necessidades especiais e seu acompanhante com carteira de identificação não pagam). 

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Cristo Redentor

Principal cartão-postal da cidade, o Cristo foi eleito pelos cariocas como a “Maravilha do Rio”. O monumento fica no alto do morro do Corcovado, a 700 metros de altitude, onde um mirante panorâmico descortina grande parte do Rio de Janeiro.

 Para chegar lá em cima há duas maneiras: de carro ou de trem. O acesso de automóvel é complicado em função da falta de vagas de estacionamento e excesso de flanelinhas. Prefira o trem - o percurso tem 3.800 metros em meio a jardins temáticos e a viagem dura cerca de 20 minutos. Inaugurada em 1931, a imagem do Cristo Redentor é considerada a maior estátua em estilo art déco do mundo. Visível de diversos pontos da cidade e confeccionada em pedra-sabão, tem 30 metros de altura, 28 metros de uma extremidade à outra e pesa 1.145 toneladas.

End: R. Cosme Velho, 513
Como chegar: O acesso ao monumento de carro é feito pela Estrada das Paineiras. Seguir pela R. Cosme Velho até à Ladeira dos Guararapes. Na ladeira, entrar na rua Conselheiro Lampréia (direita). A partir daí, já na Estrada das Paineiras, seguir as placas indicativas. No alto do Corcovado há estacionamento (e flanelinhas)